quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Mães de Passione

Meu Deus! Silvio de Abreu deve estar mesmo revoltado com as mães. Em Passione, o autor construiu tantas personagens equivocadas quando o assunto é maternidade. Agostina (Leandra Leal), por exemplo, saiu da Itália atrás do marido e deixou o filho Dino por lá. Voltou praticamente obrigada por Fred (Gianecchini) e só aí se deu conta de que tinha que trazer o menino. Tudo com muito amore pelo filho... Agora, foge do Brasil e o que faz com Dino??? Deixa o menino com a tia Gemma (Araci Balabanian) - a verdadeira mãe do garoto, cá entre nós. Tem também a Jéssica (Gabriela Duarte), que fica atrás do marido bígamo e nem olha pro filho que tem com ele. Stela (Maitê Proença), então, nem se fala!!! Ela é a pessoa mais egoísta que existe. Rouba o namorado da filha e fica namorando com ele na Bienal. É isso mesmo? Nada de remorso, peso na consciência, consideração? Felícia (Larissa Maciel), por sua vez, mentiu a vida inteira para filha e agora dá ataques e a coloca de castigo só porque ela quer saber quem é o pai. Mas saber a sua origem não é um direito que a Fátima (Bianca Bin) tem? Nossa! Por que será que as mães acham sempre que sabem mais que os filhos, que podem mandar nas suas vontades e até nos seus sonhos? Será que todas são assim?


Felicia mentiu pra Fatima e agora acha que pode impedí-la de achar o pai


Stela é o egoísmo em pessoa!


Agostina vive atrás de Berilo e deixa o filho Dino para trás


Jéssica é uma relapsa com Olavinho e só quer saber do marido bígamo

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Pra terminar o dia de bem com a vida

Minha caçulinha, Malu, é uma criatura naturalmente engraçada. Fala engraçado, anda engraçado... sabe aquelas pessoas que não se esforçam para nos fazer rir? Então, Malu é assim. E é metida a mais velha. Tem dois anos e seis meses, mas fala desde os seis meses, discute de igual pra igual com a irmã e com a prima, Rafinha. Gosta de programas delas - "coloca no Disney Channel, mamãe!" - fala como elas, canta as músicas delas - a preferida é Baby, do Justin Bieber. Enfim... essa é a Malu. Ontem, Cau, minha irmã emprestada, veio aqui em casa com o fofíssimo meu sobrinho Thi. Aí, fomos jogar vôlei. Malu, claro, não poderia perder. Conversando com a tia 'Caudinha' (como ela a chama), ela teve uma sacada engraçadíssima. Cau perguntou pra ela se ela era Vasco, porque o pai dela é Vasco. Ela olhou bem pra cara da tia Caudinha e disse: "Meu pai não é Vasco!". Aí, a Cau disse: "Não? Ele é o que então?". "Meu pai é Marco Antonio!", disse a Malu, com ares de sei-tudo. Claro que foi muito engraçado, mas que ninguém ria, porque ela não gosta.

Responsabilidade ou intolerância?

Eu não sei se ando esquecida. Mas tenho a impressão de que hoje, as crianças andam com vida de adulto cada vez mais cedo. Eu tenho 36 anos e acho que na minha época não era assim! São horas de escola, inglês, catecismo, estudo em casa, trabalhos. Sobra pouco tempo para a brincadeira, ficar sem fazer nada e, principalmente, sem pensar em nada. Vejo muito isso com a Nat. Ela é uma menina alegre, espontânea, mas na semana passada, uma amiguinha da mesma idade dela esteve lá em casa e eu disse: "Nossa, vc tá muito magrinha!". Ela me disse: "Ai, obrigada, tia, isso pra mim é um elogio!". Meu Deus, o que é isso??? Uma menina de dez anos não pode ser magra, aliás, pode ser magra, não pode QUERER emagrecer. Isso é uma das preocupações dessa geração. E me assusta, é até um pouco doentio. Mas o que fazer? Essas são as exigências imposta aos nossos filhos. Podemos aceitar ou ensinar a eles que não é nada disso. Claro, é fácil. Ahhahahaha... é tudo, menos fácil. Se fosse assim tão simples, eu não teria tanta dificuldade quando minha filha tivesse que faltar a um dia de aula na escola. Hoje, por exemplo, ela passou mal a noite inteira. Acordou molinha, melhor, mas ainda indisposta. Eu perguntei umas 800 vezes se ela não tinha um trabalho importante, uma revisão, se tinha certeza de que não estava bem... Nossa, era só um dia de aula! E pensando nisso, vejo que quero passar noções de responsabilidade para ela, sim. Mas que não posso cair na armadilha de criar uma pessoa que nunca pode errar, lidar com o inesperado ou, simplesmente, ficar doente.