sábado, 5 de novembro de 2011

Briga de irmãos

Na semana passada, Zezé di Camargo e Luciano transformaram uma discussão besta em uma briga pública. Acabaram expondo feridas de uma relação íntima para todo público. Brigar por uma besteira dessas e ter um ataque, como fez o Luciano, parece coisa de criança. Mas não é! Muitas vezes, principalmente entre irmãos, não existe respeito nenhum. A relação é tão próxima, que um acha que pode dizer o que quer sempre que o outro aguenta.E, às vezes, a gota d'água é o horário de atender a imprensa (como parece ter sido o caso deles) ou uma palavra dita numa hora errada, até o olhar atravessado vira motivo de seis meses sem trocar uma palavra. Enfim, é uma relação pra lá de complicada. Assim como a minha mãe, eu acabei tendo duas filhas. Confesso que esse sempre foi o meu desejo. A Nat, minha sócia no BLOG, tem 11 anos e Malu, 3. A relação das duas ainda está muito no início. A mais nova imita a mais velha, a Nat se sente meio mãe da caçula, de vez em quando se estranham, e assim vai. Mas eu gosto de vê-las juntas, cúmplices  e se ajudando. Talvez tenha sido por isso que a imagem que mais me marcou da briga dos cantores sertanejos tenha sido a que vi do pai deles. S. Francisco lutou para fazê-los cantar.No meio do caos, chorava e dizia que gosta de ver os filhos juntos, que quer a família unida. Confesso que essa ideia da "minha família unida custe o que custar" me incomoda um pouco.Principalmente, porque essa frase: "gosto de ver vocês assim, juntos" já foi dita milhões de vezes por meus pais. Mas agora, mãe de duas meninas, admito que, se um dia elas brigassem feio, seria duro demais para mim. Acho que não ia interferir, porque não é meu perfil, mas dentro de mim, bem baixinho, pediria a Deus para vê-las juntinhas de novo. Custe o que custar... rs.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Uma lição e tanto...

Fiz uma matéria com a atriz Bel Kutner que saiu na semana passada na revista HOLA. Na entrevista, ela falou muito de seu trabalho, sua família e de seu filho. O menino de 6 anos nasceu com uma síndrome rara e Bel cuida dele com uma dedicação incrível. Desde que conversei com ela, fiquei pensando na atitude que ela tem diante da vida. Perdeu a mãe para um câncer, o pai tem Mal de Parkinson, o filho tem essa síndrome e ela... bom, ela vive sorrindo. Conversou, sorriu e, principalmente, riu de si mesma sem nenhum problema. O filho tem um desenvolvimento mais lento, cada pequeno passo é uma vitória e isso me fez pensar em tudo de pequeno que nos tira o sono. Tudo que é simples e complicamos, que é rotineiro e vira prioridade. Que bom de vez em quando eu me situar. Penso que problemas, todo mundo tem. Uns maiores, outros menores. Mas a nossa atitude diante deles é que faz a maior diferença. Eu, muitas vezes, quero muito ser compreendida. Perco meu tempo me explicando demais, sofrendo demais, querendo acertar demais. Pra quê? Essa é a pergunta que me norteia agora. Pra quê? Não é mais por que. Porque não quero mais ficar entendendo tudo. Agora, eu quero selecionar o que eu tenho de entender realmente, o que tenho de aceitar simplesmente e o que tenho de esquecer completamente. É isso!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

"Periguete" demais

Que eu sou noveleira, todo mundo sabe! Agora, essa história da adolescente Sol em Fina Estampa está me tirando a paz (como diz uma amiga minha) A menina não gosta de estudar, só anda com as saias curtíssimas, barriga de fora e fala em funk o tempo todo. O pai é um imbecil que só pensa em bater na mulher. Mas a mãe, que é uma dona de casa que não parece ignorante, vê o comportamento da filha e acha normal. Aliás, acha normal, não. Ela estimula! Acha lindo, passa pelo baile funk, onde a filha menor de idade está toda se requebrando, parecendo uma lagartixa, dizendo: 'é minha filha!'. Que mundo é esse? Orgulho de uma menina que não tem nada na cabeça? Nem amiga da mãe ela é! Sei que é difícil criar uma filha, mais difícil ainda não se chocar com algumas atitudes dela quando chega a adolescência. Mas daí a achar tudo normal, bonitinho... é assim mesmo. Ah, não! Ensinar uma garota a virar uma mulher de respeito, com objetivos na vida, uma carreira, um comportamento para ser respeitada no meio em que vive é obrigação dos pais. Não precisa usar roupas longas, mas adequadas à idade e, principalmente, ao evento que vai frequentar. E ficar de olho também nos lugares que ela vai, com quem, etc. Isso é o mínimo que uma mãe pode fazer para demonstrar seu afeto e amor por essa filha. E não ficar por aí achando tudo bonitinho, porque não é!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Retomada

A retomada do blog foi uma coisa  bem legal, pois minha mãe que não postava tantas coisas começou a postar tudo de uma vez e aos montes rsrsrs.

Postado por Nat

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Gente especial!

Estou emocionada! Em Vidas Em Jogo - sim eu vejo a novela da Record também (risos) -, a personagem da Thaís Fersoza está esperando uma criança com síndrome de Down e foi visitar uma instituição em SP. Tão lindo ver aquelas crianças se superando a cada dia, fazendo de cada conquista uma vitória, um exemplo. É emocionante. Eu tenho o meu presentinho também. Uma sobrinha LINDA, ESPECIAL, que eu amo muito. Rafinha está com 12 anos e só me dá alegrias. Ela é um exemplo, esbanja ternura e tem um futuro lindo pela frente. Acho que por isso me emocionei tanto, porque sei o quanto a minha pequena é ESPECIAL!

domingo, 23 de outubro de 2011

Colinho

Não tem nada melhor do que aconhego de mãe e de avó. Das duas juntas, então, nem se fala. Pois hoje eu e Nat vamos curtir um pouquinho das duas. Um poucão, aliás. Vamos dormir na casa da minha mãe. Eu vou ficar por um pedido da minha avó. E Malu, dorme na casa do pai. É que hoje não foi um dia fácil. Tivemos de desfazer o apartamento dos meus avós. Eu, minha mãe e meu tio contamos com a ajuda da minha avó para saber o que será guardado, o que será dado, etc. E dá para acreditar que quem parecia mais forte era ela mesma! Sim, minha avó, mais uma vez, ditando com maestria o que devia ser feito, como era melhor, sem demonstrar um pingo de tristeza. E pior, nos consolando! Dizendo que faz parte da vida, que ela e meu avô não podem mais morar sozinhos e que agora o lugar deles é na casa da minha mãe. Eu confesso que várias vezes me escondi no banheiro, porque meus olhos ficavam cheios d'água. Ela não percebia. Ou então, em mais uma atitude sábia, fingia não perceber. Faz parte da vida aceitar o inaceitável e tentar agir de acordo com o que temos para viver melhor. Mas dói. E, por isso, decidi aceitar o pedido dela de dormir aqui, com ela. Porque, no fundo, aquele MULHERÃO, que dominou a cena ao se desfazer da sua casa, também precisa de um colinho de vez num momento desses. Ou será que sou eu quem precisa?

sábado, 22 de outubro de 2011

Falta de amor, de carinho, de ética! No mundo, vemos tantas coisas tristes, de dar nó no estômago. Isso, para mim, é falta de fé. E, quando falo de fé, não estou falando de religião, dogmas, etc. Estou falando de acreditar que o BEM sempre vence, que é importante tratar o outro como gostaria de ser tratado. Isso se aprende em casa. Sem dúvida. Mas uma ajudinha é sempre válida. Por isso, estimulo as minhas filhas a entenderem um pouco mais a religião. A Nat estuda numa escola católica e, por opção, fez 1a Comunhão no mês passado. Foi um momento marcante para mim, sim, porque acredito que os pais dão a base e eles seguem a partir dali. É mais uma missão cumprida.

Olha a fotinha abaixo, mãe e filha felizes na Igreja, no dia da 1a Eucaristia!


Segunda chance

Nossa, com essa onde de Facebook, eu e a Nat acabamos abandonando o nosso blog. Mas, muitos foram os pedidos para que retomássemos esse espaço e decidimos fazer isso. Pelo menos uma vez por dia uma de nós duas vai postar algo aqui. É um compromisso! Aliás, um dos muitos que temos. Costumo dizer pra ela que combinado nunca sai caro. E tudo que combinamos, tentamos cumprir. De vez em quando, uma de nós pisa na bola. Mas faz parte...
Ontem, por exemplo. O combinado com ela é nunca colocar nas redes sociais fotos dela ou dos amigos de uniforme da escola. Não gosto que ela fale onde estuda, lugares que frequenta, etc. Ela esqueceu e colocou as fotos. Eu vi e tirei os emblemas dos uniformes no photoshop e ela se desculpou. Errou, é verdade, mas não vai esquecer de novo.
Pediu uma segunda chance e eu dei. Todos merecem uma segunda chance, uma nova tentativa de fazer diferente. Reconhecer o erro é o primeiro passo, consertá-lo vem depois. E é quando somos crianças que aprendemos isso. Não poder errar é péssimo. Não poder consertar é o fim de tudo! Fim da esperança, fim da força de vontade e fim da luta. Eu não quero que minha filha tenha sempre razão ou se cobre demais por todos os erros. E, coitado de quem acha que os outros não merecem uma segunda chance. Na verdade, quando a pessoa pensa assim, quem não tem nunca a segunda chance é ela mesma. Coitada!