domingo, 23 de outubro de 2011
Colinho
Não tem nada melhor do que aconhego de mãe e de avó. Das duas juntas, então, nem se fala. Pois hoje eu e Nat vamos curtir um pouquinho das duas. Um poucão, aliás. Vamos dormir na casa da minha mãe. Eu vou ficar por um pedido da minha avó. E Malu, dorme na casa do pai. É que hoje não foi um dia fácil. Tivemos de desfazer o apartamento dos meus avós. Eu, minha mãe e meu tio contamos com a ajuda da minha avó para saber o que será guardado, o que será dado, etc. E dá para acreditar que quem parecia mais forte era ela mesma! Sim, minha avó, mais uma vez, ditando com maestria o que devia ser feito, como era melhor, sem demonstrar um pingo de tristeza. E pior, nos consolando! Dizendo que faz parte da vida, que ela e meu avô não podem mais morar sozinhos e que agora o lugar deles é na casa da minha mãe. Eu confesso que várias vezes me escondi no banheiro, porque meus olhos ficavam cheios d'água. Ela não percebia. Ou então, em mais uma atitude sábia, fingia não perceber. Faz parte da vida aceitar o inaceitável e tentar agir de acordo com o que temos para viver melhor. Mas dói. E, por isso, decidi aceitar o pedido dela de dormir aqui, com ela. Porque, no fundo, aquele MULHERÃO, que dominou a cena ao se desfazer da sua casa, também precisa de um colinho de vez num momento desses. Ou será que sou eu quem precisa?
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