quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Responsabilidade ou intolerância?
Eu não sei se ando esquecida. Mas tenho a impressão de que hoje, as crianças andam com vida de adulto cada vez mais cedo. Eu tenho 36 anos e acho que na minha época não era assim! São horas de escola, inglês, catecismo, estudo em casa, trabalhos. Sobra pouco tempo para a brincadeira, ficar sem fazer nada e, principalmente, sem pensar em nada. Vejo muito isso com a Nat. Ela é uma menina alegre, espontânea, mas na semana passada, uma amiguinha da mesma idade dela esteve lá em casa e eu disse: "Nossa, vc tá muito magrinha!". Ela me disse: "Ai, obrigada, tia, isso pra mim é um elogio!". Meu Deus, o que é isso??? Uma menina de dez anos não pode ser magra, aliás, pode ser magra, não pode QUERER emagrecer. Isso é uma das preocupações dessa geração. E me assusta, é até um pouco doentio. Mas o que fazer? Essas são as exigências imposta aos nossos filhos. Podemos aceitar ou ensinar a eles que não é nada disso. Claro, é fácil. Ahhahahaha... é tudo, menos fácil. Se fosse assim tão simples, eu não teria tanta dificuldade quando minha filha tivesse que faltar a um dia de aula na escola. Hoje, por exemplo, ela passou mal a noite inteira. Acordou molinha, melhor, mas ainda indisposta. Eu perguntei umas 800 vezes se ela não tinha um trabalho importante, uma revisão, se tinha certeza de que não estava bem... Nossa, era só um dia de aula! E pensando nisso, vejo que quero passar noções de responsabilidade para ela, sim. Mas que não posso cair na armadilha de criar uma pessoa que nunca pode errar, lidar com o inesperado ou, simplesmente, ficar doente.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nossa, Roberta! Passo pelas mesmas dúvidas em relação ao João Paulo. E mais uma: será que ele está realmente com a dor de cabeça ou a dor de barriga reclamada??? Algumas vezes, para chamar atenção, por carência, para sair um pouco do horário integral ou por outro motivo que não consigo detectar, ele diz que não está bem, pede que eu vá buscá-lo. Saio correndo e, qdo chego ao pátio do colégio, ele está... jogando futebol!! "Melhorei um pouquinho agora..." é a resposta. Aí, rememoro sempre a história de pedro e o lobo. Digo que, se não for verdade, pode chegar o dia em que eu não vá ao colégio, e ele realmente não esteja se sentindo bem. Mas acho que estamos no nosso papel de cobrar responsabilidade, dar limites e exemplos, ensinar valores etc. Mas é preciso pesar tudo bem pesadinho... Eles já são tão cobrados, né?? É um equilíbrio difícil. Temos que seguir buscando. É parte de ser mãe. BJS!!!
ResponderExcluirE quem disse que seria fácil, né, Simone? Ainda bem que a gente se questiona. Eu me questiono o tempo todo, quero melhorar sempre como pessoa, como mulher, mas principalmente, como mãe. E o único caminho é esse. Bjs pra você também!
ResponderExcluir